“Laranja Madura na Beira da Estrada, tá Bichada ou tem Marimbondo no Pé”

Uma noite chuvosa e fria de inverno, minha amiga e parceira ligou convidando para sair para a balada, falei: com toda esta chuva? Ela disse tu és de açúcar? Aonde vamos não chove, então…fazer o que? Parceria é parceria, e combinamos de sair dentro de uma hora, segui todo ritual, banho, maquiagem, cabelos, escolher a roupa correndo e o sapato principalmente, o perfume.

O celular tocou, era ela, já estou chegando desce. Chegando lá, balada cheia, todos dançando, um cara lindo e jovem me olhando, achei que era para outra mulher que estava perto, não dei importância, até comentei com minha amiga, olha que cara lindo!

Mas para minha surpresa, ele veio em minha direção, falou comigo, achei que estava pedindo informação, dei oi, ele me olhou e disse: tudo bem? Falei tudo bem! Ele disse quer dançar? falei o que? Vamos dançar? E dançamos a noite inteira.

Ele estava comendo chicletes, perguntei você tem um chiclete? ele disse que era o último, e pediu licença, para ir ao banheiro, bem achei, é desculpa, ele vai é sumir, e fiquei com minha amiga, demorou uns 15 minutos, volta ele, com chicletes, saiu para comprar na rua e voltou. Não é sempre que se encontra um homem educado.

E voltamos a dançar, até um beijo meio rápido aconteceu. Ele comentou que já tinha me tirado para dançar um tempo atrás e que eu não aceitei, de tanta vergonha, ele era tão tímido que foi embora, tadinho, talvez eu estivesse na TPM, e não observei direito, que peninha.

Ele me deu um cartão com endereço e telefone, e falou que no outro sábado voltaria para dançar comigo novamente. Não acreditei muito, pois no outro sábado ele chegou e foi direto onde eu estava, dançamos a noite toda, isso foi há uns três anos atrás.

Assim aconteceram várias sábados, ele aparecia somente para dançar, e trocar uns beijinhos, nada, além disso. Pois ele tinha acabado de se separar, estava traumatizado com a separação, e muito triste com a ex, brigando por problemas financeiros, e só podia ficar com os filhos aos finais de semana.

Marcou várias vezes de me encontrar, chegava na hora ele mandava um torpedo. – Não poderei ir, meu filho está com dor dentes, outra vez o filho estava com febre, então dei um basta, mandei um torpedo dizendo “ME ESQUEÇA”. E foi o que ele fez…por um tempo!

Passou uns dias, ele apareceu novamente, então realmente o ditado antigo está certo: “Laranja madura na beira da estrada tá bichada ou tem marimbondo no pé!”

Até hoje, o lindinho aparece e some!

Quando bate a saudade ele volta!

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