Uma segunda decepção, o Príncipe Desencantado!

Eu era jovem demais para ter certeza do que seria melhor para minha vida, tinha apenas 16 anos. Mas como os adolescentes resolvem as coisas sem pensar no depois, foi exatamente o que aconteceu comigo.

Fui uma adolescente bobinha, sonhava em encontrar um príncipe encantado, um namorado que estivesse interessado em namoro sério, tinha um “sonho dourado”, entrar na igreja vestida de noiva.

Desde criança, sempre tive muitas fantasias na cabeça, sonhava com um príncipe encantado, casar vestida de noiva, ter minha própria casa, meus filhos, sonho das mulheres de antigamente, “Casar e ter a sua própria casa”.

Até que um dia um rapaz começou a me olhar, passava todos os dias em frente minha casa, eu inocente, fiquei entusiasmada com aquilo, achando que seria o melhor para minha vida.

Para minha surpresa ele me convidou para sair e jantar. No jantar, ele me pediu em namoro, porém, eu não sabia que seria um grande erro de minha vida.

Namoramos por seis anos, tivemos muitas brigas e muitos desentendimentos, pois ele era uma pessoa muito difícil, muito ciumento, com um gênio do cão.

Mesmo assim o destino me empurrou para o casamento, e as brigas aumentaram.

No meio de todas as decepções, é claro que teve alguns momentos de alegria, porém, não foi a história de contos de fada que eu sonhei para a minha vida.

Foi um relacionamento doentio, que destruiu minha juventude, acho que perdi a melhor fase de minha vida, pois fui uma mulher submissa, sem o direito de opinar, de decidir muita coisa. Mas mesmo assim deixei os conflitos se arrastarem, por muitos anos…
Mas fui cansando daquela vida. Depois de muitas decepções, a única coisa boa que restou, foram meus dois tesouros.

E as brigas permaneciam, era uma história sem poesia, até que um dia eu criei coragem, e “chutei o balde”, virei à página e mudei o disco.

Acho que foi uma das decisões mais acertadas, que tomei em toda a minha vida!


“Insistir naquilo que já não existe é como calçar um sapato que não te cabe mais…Machuca, causa bolhas, chega a carne viva e sangra. Então é melhor ficar descalço! Deixar livre o coração, enquanto vive. Deixar livre os pés, enquanto crescem. Porque quando a gente cresce, o número muda.”

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