A origem da sibutramina e sua polêmica no Brasil

História da sibutramina:
A sibutramina foi criada como antidepressivo, agindo em áreas do cérebro que controlam o humor e sensação de bem estar. Mas as pessoas que estavam usando o antidepressivo começaram a emagrecer, e foi constatado que a sibutramina auxiliava na redução do peso, aumentando a sensação da saciedade, agindo também sobre a compulsão alimentar, inibindo a sensação de fome.

Em 1997, uma agência americana que controla a qualidade dos medicamentos, aprovou nos EUA o uso da sibutramina para o controle do peso.

Eu confesso usei sibutramina por muito tempo, para mim ela atua como calmante, fico mais calma, logo como menos, quando não uso a sibutramina fico anciosa e com vontade de comer doces o dia todo. Para mim não existe efeitos colaterais, apenas me sinto mais calma, menos anciosa.

Estudos atribuem a sibutramina um aumento do gasto calórico em situações de repouso, sendo responsáveis pela perda de peso em pacientes usuários desse medicamento.

Efeito da sibutramina no organismo:
A sibutramina age inibindo a reabsorção de neurotransmissores como a serotonina, noradrenalina e a dopamina, fazendo com que essas substâncias fiquem agindo por mais tempo estimulando os neurônios.

A sibutramina possui ainda outros efeitos independentes da perda de peso:
Diminuição do nível de insulina
Aumento de HDL (colesterol bom)
Redução de LDL (colesterol ruim) e triglicerídeos.

Polêmica sobre a proibição de sibutramina no Brasil:
Como a sibutramina já foi proibida na Europa, nos Estados Unidos e em outros paises. E o Brasil, está na lista dos que mais consomem a droga. Este fato motivou a Anvisa a fazer uma recomendação aos médicos do Brasil.

Divulgado em fevereiro, o parecer com a proibição dos moderadores de apetite no Brasil. Mas a pressão de entidades médicas sobre a Anvisa se tornou tão forte que acabou atrasando a decisão final. Médicos e especialistas em obesidade afirmaram temer o aumento dos indices de obesidade, caso se opte por uma proibição total. Sendo que muitos obesos responde, bem ao tratamento, e com a proibição seriam prejudicados.

O conselho Federal de Medicina, classificou a possível interdição como interferência direta na autonomia de médicos e pacientes. Eles afirmam que recorrerão à justiça caso os medicamentos sejam proibidos. Eles entendem que a solução é o reforço da fiscalização, e não a retirada.

Para dificultar o uso abusivo do remédio, sua venda só pode ser feita com receita azul controlada, onde a mesma fica retida na farmácia com os dados do médico e do paciente.

Argumentos contra a proibição dos moderadores de apetite:
– Além de emagrecer, os usuários da sibutramina apresentam melhoras em relação ao diabetes, à apnéia do sono, ao índice de triglicerídeos e à qualidade de vida.
– A proibição pode levar a uma elevação do número de obesos.
– Com o aumento do índice de obesidade, haverá uma multiplicação dos casos de doenças cardiovasculares.
– As cirurgias de estômago são consideradas muito caras em comparação com os remédios.

Argumentos a favor da proibição dos moderadores de apetite:
– Podem causar efeitos colaterias como insônia, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial.
– O medicamento aumenta em 16% o risco de doenças cardiovasculares em pessoas predispostas.
– A sibutramina já foi proibida na Europa e outros paises.
– Pacientes com obesidade mórbita podem fazer cirurgias de estômago.
– Muitas pessoas usam por conta própria e de forma abusiva.

Além da sibutramina, estão em avaliação outros emagrecedores: anfepramona, femproporex e mazindol, estes foi mantida a indicação de interdição. Ao contrário da sibutramina, seu uso pode ser perigoso.

Os efeitos colaterais variam de acordo com cada paciente, mas uso abusivo sempre pode ser prejudicial.

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