As vantagens e os riscos dos adoçantes para saúde

Os adoçantes(edulcorantes) são substâncias que adoçam os alimentos, fornecendo menos energia, mas eles geram muita polêmica.
Os males do adoçante:
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reduziu a quantidade máxima dos adoçantes sacarina e ciclamato em bebidas e alimentos. Ela também aprovou o uso de três novas substâncias no país, taumatina, eritritol e neotam. A nova regulamentação para os edulcorantes, outro nome para adoçante, foi baseada em normas americanas e européias sobre o uso de aditivos em alimentos.
As substâncias sacarina e ciclamato já são proibidas em alguns países. A sacarina não pode ser usada no Canadá. O ciclamato está proibido nos Estados Unidos.
O presidente da Associação Brasileira do Estudo da Obesidade, acredita que os adoçantes consumidos dentro do limite recomendado são absolutamente seguros e não causam nenhum mal.
Porém: Muito cuidado com o excesso de adoçantes se você consome tudo diet, light ou zero: refrigerantes, gelatinas, geléias, sucos, chás. Assim fica mais fácil ultrapassar a quantidade máxima a ser ingerida.

Tipos de adoçantes de baixa ou nenhuma caloria:
– Acessulfame-K:

Tem o poder adoçante 200 vezes maior do que o açúcar e é permitido para diabéticos, mas contra indicado para pessoas com deficiências renais que precisam reduzir a ingestão de potássio. Apesar de absorvido, não é metabolizado pelo organismo, logo é eliminado tal como é ingerido.
– Aspartame:
Apesar de calórico (4 kcal por grama), pode ser usado por diabéticos, não deixa residual amargo. Mas é contra indicado o uso por gestantes, lactentes e fenilcetonúricos (pessoas cujo organismo não consegue metabolizar a fenilalanina). Também não deve ser utilizado em alimentos quentes, pois perde o poder de adoçar e pode formar substâncias tóxicas.

– Ciclamato:
É 30 vezes mais doce do que a sacarose e possui sabor semelhante, apesar de deixar leve residual amargo. Foi descoberto em 1940, a partir de um derivado do petróleo. É contra indicado para hipertensos e pessoas com problemas renais.

– Sacarina:
Possui muitas semelhanças com o ciclamato: é um adoçante popular, também composto por um derivado do petróleo (ácido sulfanoilbenzóico), não é recomendado para hipertensos e é estável a altas temperaturas. Por deixar um sabor amargo, também metálico. Seu poder adoçante é entre 200 e 700 vezes maior do que o açúcar, é utilizado em muitos produtos.

– Sucralose:
É o único edulcorante que tem o verdadeiro sabor de açúcar porque é derivado da cana-de-açúcar e não possui calorias. Pode ser usado por toda a família, inclusive crianças, gestantes, diabéticos e fenilcetonúricos, é o único adoçante derivado do açúcar comum e, como também não é metabolizado pelo corpo, não contém calorias. É seguro, não apresentando efeitos tóxicos, neurológicos, reprodutivos ou carcinogênicos. Como não é absorvido pelo organismo, não afeta os níveis de glicose, pode ser consumido com segurança por pessoas com diabetes.

Tipos de adoçantes calóricos:
– Frutose:

É encontrado principalmente nas frutas, mas pode ser extraído também em alguns cereais, vegetais e no mel. Contra indicado para quem apresenta excesso de triglicerídeos. Adoça cerca de 170 vezes mais do que o açúcar comum e possui sabor semelhante, um pouco mais doce. Causa cáries.

– Lactose:
É extraído do leite, por isso é contra indicado para quem possui alergia ao leite ou seus derivados. É utilizado para reduzir a potencialização de outros adoçantes. Pode apresentar efeito laxativo e perde o poder de adoçar quando vai ao fogo.

– Maltodextrina:
É um carboidrato de absorção gradativa, constituído a partir do amido de milho, é contra indicado para diabéticos por conter dextrose, glicose e vários açúcares. Perde o poder adoçante em temperatura alta. É cerca de 1,5 vezes mais doce do que a sacarose.

– Manitol:
É obtido a partir da redução da frutose. Não favorece o aparecimento de cáries. É estável a altas temperaturas e utilizado somente industrialmente, na produção de alimentos. Pode ser consumido por diabéticos.

– Sorbitol:
É obtido a partir da redução da glicose. Doses diárias acima de 70 gramas possuem efeito diurético e laxativo. Pode ser consumido por diabéticos e não favorece a formação de cáries.

– Steviosídeo:
É extraído de uma planta (Stévia Reubadiana) e adoça 300 vezes mais do que o açúcar. É muitas vezes associado a outros edulcorantes para retirar o sabor residual que eles deixam. É o único adoçante de origem vegetal produzido nas indústrias. Não possui contra indicações e seu sabor é um pouco amargo. Não causa cáries e realça o sabor dos alimentos.

– Xilitol:
É um álcool de açúcar obtido através da hidrogenação de xilose (um tipo de açúcar). Seu poder adoçante é menor do que o do açúcar. Não favorece a formação de cáries.

Recomendações de uso dos adoçantes:
– Os diabéticos devem ler os rótulos antes de consumir.
– Pessoas hipertensas devem procurar controlar o nível de sódio na alimentação, assim como quem possui problemas renais. Adoçantes como o ciclamato ou a sacarina, possuem níveis altos de sódio.
– O açúcar mascavo, mel, ou até açúcar cristal, são alternativas que não devem ser desprezadas, já que são mais naturais.

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