“Filhos criados trabalhos dobrados”…

Minha vó Cecy sempre dizia, e hoje vejo que ela estava certa. Ela sempre repetia: – Quando os filhos crescem as mães sofrem junto. – Quando saem à noite. – Se estão com problemas financeiros. – Se estão com problemas de saúde, ou mesmo, quando  viajam, as mães ficam com o coração apertado, preocupadas. Tudo reflete nas mães.

Eu admito que bebês dão muito trabalho, mas talvez seja mais uma questão de insegurança das mães. Bebês não falam o que se sentem e, concluímos que se estão chorando muito, é porque estão sofrendo.

Quando as crianças já sabem falar, o que dói fica bem mais fácil saber. Elas falam o que sentem. Também comer passa a ser um drama, porque eles não só falam o  que querem, como param de gostar das coisas de uma hora pra outra.

E chega a hora de ficarem rebeldes sem causa.

Quando chega a adolescência, idade que despertam para o amor e sexo, então os pais não são mais seus amigos, passam a ser estranhos.

O trabalho dobrado começa bem mais cedo do que imaginamos. Filhos maiores dão trabalhos maiores, os tombos são mais feios, as escolhas erradas refletem em seus problemas, eles aprendem o que não devem com os amigos errados, e achando que são donos de seu próprio nariz, cometem erros, enfim…

Tenho observado em várias famílias, que os problemas são vários, de financeiros ao uso de drogas, cada filho tem seu jeito de ser e forma de escolher a vida, e só nos resta aceitar e rezar para que eles sejam felizes.

A frase “Filho criado, trabalho dobrado” me parecia algo engraçado, achava que filhos criados, alimentados e crescidos, cuidavam de si mesmos. Mas hoje reconheço que o trabalho continua por toda a vida deles.

“Não devemos moldar os filhos de acordo com os nossos sentimentos, devemos tê-los e amá-los do modo como nos foram dados por Deus.”
Johann Goethe

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